Qual a importância da atividade física?

A falta de atividade física regular, o excesso de comodismo, dieta desequilibrada, associados às tendências de origem genética e familiar para engordar, têm ocasionado uma epidemia global de ganho de peso, levando as pessoas – crianças e adultos – ao sobrepeso e à obesidade. Atualmente, o acesso à alimentação barata, manufaturada em larga escala e altamente engordativa, praticamente democratizou o excesso de peso que atinge agora indiscriminadamente todas as classes sociais.

A vida depende de uma equação metabólica de troca contínua e eficaz de energia e nutrientes entre o ser vivo e seu ambiente. No caso do ser humano, atualmente essa equação está desequilibrada e desproporcional. O homem primitivo usava na alimentação a caça, a pesca, os frutos e plantas silvestres. E para isso conseguir estes alimentos gastava muita energia numa atividade física intensa e diária. A alimentação era natural, de qualidade ideal e nada fácil de conseguir. O estoque era sempre o mínimo e o trabalho para consegui-lo sempre intenso e diário.

Hoje a caça é no supermercado. Alimentos de baixa qualidade nutricional, com alto índice glicêmico, alto valor calórico e de gorduras, enchem geladeiras e armários, com o máximo de comodidade e conforto que a tecnologia oferece para que o trabalho físico seja o menor possível. Pode-se dizer que a revolução industrial e tecnológica mudou completamente a dieta e o estilo da vida do homem moderno. É mínima a atividade física e grande o consumo de alimentos com muito açúcar,  muita massa e muita gordura. Isso tudo acompanhado de muito estresse, que libera uma gama de substâncias nocivas ao organismo. Muita competitividade, ansiedades, frustrações e muita, muita pressa. Alimentação apressada, mal mastigada, mal digerida, mal absorvida e mal aproveitada.

O resultado não poderia ser outro. Populações inteiras assoladas pelo excesso de peso, sobrepeso e obesidade. E o desenvolvimento precoce das doenças decorrentes dessa epidemia, como: diabetes, a hipertensão, a arteriosclerose e excesso de gorduras no sangue (colesterol e triglicérides), problemas cardíacos e infarto, problemas de gordura no fígado (esteatose), derrames (AVCs), alguns tipos de reumatismo e seguramente alguns tipos de câncer. Isso tudo sem falar no problema da reposição inadequada de nutrientes essenciais, que por si só já compromete a saúde do organismo. Além do desajuste social e emocional que o sobrepeso, o excesso de peso e a obesidade acarretam.

Para viver com saúde é necessário saber comer. A alimentação errada e desequilibrada repercute de maneira desfavorável no desenvolvimento, na vitalidade, na saúde e na longevidade de nosso organismo. O qual, sem atividade física, enferruja e adoece em todas as suas funções.

Deve-se comer pouco e certo, caminhando sempre, e com saúde continuar comendo e caminhando por muito mais tempo.

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